Vamos falar de roupa! ...Se achares o tema fútil fique mais um pouco, pois quero lhe mostrar o tema por outra ótica. Se o assunto já lhe interessa vamos pensá-lo de uma forma sociológica pra variar?! Claro que há uma aba da moda que nos faz torcer o nariz, (eu reagiria de forma até pior não fosse esse o meu ganha-pão). Claro que aqui falo da moda mercado, essa que está nos meios de comunicação de massa, que entra na nossa vida de mansinho, sem fazer alarde e quando vemos, lá estamos nós loucas por sandálias mega plataforma, meia pata com duble solado rsrsrs. Será que desse verão ela passará? Sim ela passará, pode acreditar... E também comprar, caso na consiga se controlar, ela chegará poderosa no verão 2020! Mas auto lá, isso foi só uma informação e nem de longe um conselho. Por favor! Poderemos nos estender sobre a questão mercadológica e impositiva da moda em um próximo “post”, porque hoje venho mesmo é pensar essa “senhora exuberante” pelo seu lado mais encantador, simplesmente apaixonante e nada banal. Você sabia que temos apenas três razões para nos vestirmos? Explico: Nos vestimos por Proteção: Nossos calçados amparam nossa caminhada e hoje em dia até otimizam as passadas, atenuando o impacto protegendo nossas articulações. Outro bom exemplo de proteção pela roupa é o preservativo; uma das “indumentárias” imperativas do momento. Concorda?! Alguém pensou em ROUPAS COM ABERTURAS PARA AMAMENTAÇÃO EM PÚBLICO?! Corretíssimo e essa fica entre dois fatores, PROTEÇÃO E O TAL PUDOR. Pudor é outro fator: Já reparou que na maioria dos casos só vemos o rosto e parte dos braços das pessoas mesmo aqui no descolado e quentíssimo Brasil? Um exemplo de ditadura do pudor é o mundo corporativo; não deixa brechas para exposição dos corpos... Acredito que seja para não desconcentrar os opostos das obrigações pouco agradáveis do dia. Nesse caso não importa se é verão ou inverno. Recato é a ordem que mantém a ordem. Até aqui nada de tão exuberante como ela havia falado, você deve estar pensando, mas é que sou daquelas que deixa o melhor para o fim, que lá vai: Em terceiro lugar, sua excelência a Expressão! É assim desde que o mundo é mundo e o homem das cavernas se cobriu com a pele da sua caça. Com ela demonstrou sua força e superioridade diante dos demais. Vestindo a pele, vestiu a alma do animal abatido. Protegeu seu corpo e ascendeu socialmente em seu clã. Propagou seus genes, conseqüência da imagem de bom caçador/provedor perante as fêmeas. Através do seu traje teve mais confiança, e por que não dizer, fé no sucesso da próxima caçada. Repare aqui que ele, apenas no vestir o mais primitivo dos trajes emite as mesmas refinadas informações que ainda hoje ostentamos através das roupas. A vestimenta é uma forma de comunicação tão poderosa a ponto de transmitir mensagens das mais diversas (porém sempre integradas), para múltiplos interlocutores. Quando me visto sou a primeira pessoa a receber informação do que aquele traje quer dizer, eu o construí conscientemente. Estou vestida daquele personagem e dele transporto a imagem! Não pense que estás acima disso e que não é sua roupa que fará a diferença. Assim que nos apresentamos socialmente decodificações das cores, formas e proporções que escolhemos (sim!), são processadas em maior ou menor grau. Quem dera sua “imagem têxtil” refletisse apenas seu guarda roupas, seria fácil colocar a culpa no dinheiro. Ela reflete sua boa vontade consigo mesma, sua originalidade (descontraída ou sóbria), e algo ainda mais sutil: Sua auto-imagem. Promete pensar nisso amanhã? Beijos e Muito leite! De uma mãe que tenta não se perder de vista na neblina do cotidiano. Flávia de Mesquita, Mãe do Bruno, do Tomás e da Criando Gente, que neste mês completa 12 anos de vida.