Etapa que desperta nossa criatividade afetiva, mas que também exige muita responsabilidade. Aqui não vamos dar sugestões de nomes mas fizemos um apanhado de circunstâncias que lhe ajudarão a trilhar melhor os campos da seleção.

ele não sabe o próprio nome

Talvez você já saiba o nome de todos os seus filhos muito antes deles nascerem, sempre soube que se fosse um menino se chamaria Antônio e se fosse menina, nem por decreto colocaria outro que não Clara.

Talvez você agora, prestes a dar a luz, não faça a menor idéia de qual dos 7 nomes favoritos você e seu companheiro vão de fato colocar na certidão de nascimento. Sem contar todos os palpites, chantagens e narizes torcidos quando vocês “finalmente” revelaram o nome que supostamente era o escolhido...E lá se foi mais um nome da coluna do SIM para a coluna do TALVEZ.

Descreveremos a seguir alguns pontos importantes para chegar à decisão e união de tantos fatores de forma mais coerente para todos, principalmente para o maior interessado, o bebê. Porque nome é para sempre! Então vamos lá?!

Investigação : Naturalmente, agora que a hora está chegando, vocês se interessarão mais por nomes, muitos dizem inclusive que o nome fala muito da personalidade da criança. “Ah todo Lucas é terrível, conheço dois que são da pá virada!”, “Gabriela? Todas que eu conheço são muito mimadas, gritam por qualquer coisa. Coitados dos Lucas e das Gabrielas, não é mesmo? Brincadeiras à parte uma boa pesquisa lhe trará boas conclusões, por exemplo nomes que você nem imaginava começam a fazer sentido. Descobre que aquele que estava no TOP FIVE da sua lista é o escolhido da vez, então imagine que, na escola, mais cinco Lias estarão na mesma sala de aula com a sua, nesse caso o sobrenome passa a fazer parte do nome. Reflita sobre a sonoridade da composição sempre, mas nesse caso, sempre com mais zelo.

Repetidos: Vocês decidiram o nome, ele é perfeito! A sua prima tem um filho dois meses antes que vocês e coloca o mesmo nome. Puxa, mas e agora?... Nenhum problema! Se o nome é o escolhido de vocês, ponham. Os sobrenomes serão diferentes e um apelido carinhoso na família maior talvez virá, até para diferenciá-los, cabe à vocês já definirem qual e lançá-lo em primeira mão. Na família elementar e no convívio social da criança a repetição não fará a menor diferença.

Originalidades: Aqui a cautela cai bem. Pondere se o nome escolhido se harmoniza com os sobrenomes e principalmente se ele só terá sentido quando a criança explicar o seu significado. Ponderem se sua filha/o vai se sentir confortável em justificar o conceito da escolha de vocês, sempre que disser seu nome.

Há casos em que o sobrenome carrega a originalidade, uma dica é harmonizá-lo com um nome mais usual, de grafia menos rebuscada. A mesma coisa vale para o caso contrário: um nome autêntico casa bem com sobrenomes mais tradicionais, assim também pode-s evitar os homônimos.

Apelidos e cacófatos (combinação de palavras cuja pronúncia pode provocar ambigüidade, produzir som desagradável ou sugerir palavra inconveniente).

Tenha em mente que crianças não são tão doces assim, além de muito criativas. Pense em todas as possibilidades de chacota des que seu filho pode ser alvo por conta do nome completo ou parcial que terá. Não vale a pena insistir numa escolha se perceberem que isso custará ao portador muito embaraço. Não é mesmo?!

Homenagens: Júniors, Filhos e Netos. Nomes de origem religiosa, tradições familiares. Tudo tem que ser em consenso, ou pelo menos deveria. A solução é conversar abertamente com o parceiro e ambos se posicionarem a respeito. Esse é um terreno que só o casal pode definir, mas de novo, tentem sempre se colocar no lugar da criança.

Um exemplo prático e real das homenagens, apenas os nomes são fictícios: O casal resolve homenagear o avô materno dando seu nome ao primeiro filho. Um nome forte e tradicional, mas totalmente incomum. Até aí nenhum problema, pelo contrário. No segundo filho, os pais mais relaxados e um tanto desatentos, optam por um nome curto, até bem usual. Vejam a situação do primogênito que vai “pagar muito mico” na adolescência tendo um irmão chamado André, enquanto ele se chama Heliodoro.

Dar nome é mesmo uma responsabilidade, dar dois, três ou quatro então!